sábado, outubro 27, 2007

Duas frases e um conselho

Talvez tenha sido a chuva que empurrou muita gente para os cinemas na tarde de quinta-feira. Tentei ver alguns dos filmes mais badalados da Mostra e não consegui: dei de cara com o aviso de ingressos esgotados em três vitrines de cinema. Faz parte da Mostra e de seu folclore. Inútil perder a paciência ou achar que o dia está jogado fora. É só abrir o guia e ver que, muito perto de você e dentro de no máximo meia hora, outro filme, talvez menos concorrido, está prestes a começar. E é sempre um convite para a aventura, para o desconhecido.

Foi assim que entrei na sessão de A Última Hora, documentário produzido e narrado por Leonardo DiCaprio sobre o aquecimento global e nossa permanência cada vez mais incerta neste planeta. Pensei duas vezes antes de entrar na sessão. Como eu já via visto Uma Verdade Inconveniente, documentário de Al Gore de tom apocalíptico, julguei que não precisava me deprimir de novo diante da idéia de que não haverá mais o Ártico dentro de alguns anos e que, também dentro de alguns anos, vai ser difícil apontar uma diferença entre a Amazônia e o Saara - será tudo um deserto só.

Mas entrei. E confesso que me surpreendi, pois A Última Hora é um documentário que está disposto a nos redimir. Em seus momentos finais, ao menos. Depois de passar três quartos do filme apontando a quantidade de besteiras que a humanidade já fez, alguns dos principais cientistas internacionais deram algumas receitas de como salvar o planeta enquanto ainda resta um pouquinho de tempo. Tudo, é claro, passa por uma decisão política: se realmente quisermos, haverá futuro e ele não será nada assustador.

Mas guardo duas frases que foram ditas no filme. Da primeira eu não me recordo o autor, mas ele diz mais ou menos assim: "Nunca teremos o bastante daquilo que não precisamos". E a segunda foi dita por Churchill: "Os americanos têm vocação para fazer a coisa certa. Depois, é claro, que eles já esgotaram todas as outras alternativas".

E aqui um conselho para os amigos atores, atrizes, diretores, escritores, gente de teatro, literatura, cinema e todas as demais pessoas bacanas e sensíveis: não percam, por nada neste mundo, o filme francês Atrizes, que está passando na Mostra. Juro que devolvo o dinheiro do ingresso se alguém não gostar.

quarta-feira, outubro 24, 2007

Uma praga cor de abóbora

Sempre fui da opinião de que todo trabalho, a princípio, é honesto... antes de surgirem os flanelinhas, é claro. Acho que poucas coisas, nos últimos tempos, se reproduziram de forma tão acelerada e sem controle quanto os flanelinhas. Sinto que eles estão, literalmente, cada vez mais perto de mim. Houve uma época em que eles eram vistos apenas próximos aos estádios de futebol, casas de show e alguns poucos teatros. Dentro de pouco tempo, eu tenho medo, eles estarão agindo dentro das nossas próprias garagens.

Não foi apenas na quantidade que esta categoria apresentou mudanças. A abordagem também ficou diferente. Até pouco tempo atrás, eles se contentavam com um real. Havia alguns, mais compreensíveis, que diziam assim: doutor, deixa aí quanto o senhor puder ou quiser. Tirando a parte do doutor, que realmente é chata, o resto do diálogo era até comovente. Agora, não. Eles estipulam o preço, que costuma variar de três a cinco reais, e adotam uma postura muito mais agressiva. EStamos nos tornando, aos poucos, reféns dos flanelinhas.

Ontem fui almoçar na Mercearia São Pedro, um dos cantinhos mais adoráveis e desorganizados da Vila Madalena, um misto de restaurante, locadora de vídeos, livraria e quitanda em que a quantidade de clientes bacanas só é menor que o mau humor dos donos. Moro a apenas duas quadras dali, mas como estava chovendo resolvi ir de carro. Quando estava estacionando o carro, na Rua Jericó, já apareceu um flanelinha para me ajudar na manobra. Isso é outra coisa que irrita: gente que tenta nos ajudar a estacionar o carro. Eu já sou péssimo nestas manobras sozinho. Quando surge alguém para gritar: isso, agora vira, vai um pouco pra frente, ôpa, foi muito, agora volta, não, não deste lado doutor, vira do outro... daí a coisa só piora. Parece que eu voltei para a auto-escola. Quando desci do carro, ele me pediu três reais. Caralho, eu falei. Eu moro ali. Tá vendo aquele prédio? É ali que eu moro. Eu tenho de pagar três reais para tirar o carro da garagem? AO MEIO DIA!!!!! Então eu percebi que os flanelinhas das matinês já tinham invadido também as ruas Harmonia, Girassol, Jericó, Rodésia e todos os outros cantinhos que ainda fazem a Vila Madalena ter cara de bairro do interior. A partir de agora, quando você quiser tomar um simples café na Vila, se prepare: você vai gastar mais com os flanelinhas do que com um bom expresso.

Mas existe um local da cidade em que eles adotaram um grau de profissionalismo que consegue ser ainda mais proibitivo: a região da Faap. Ali eles costumam chegar antes do início das aulas e ocupam as ruas com uma série de cones para guardar vagas para os alunos que vão chegar em pouco tempo. Tente encontrar uma vaga nas imediações da faculdade: quando você avistar, um pouco de longe, um espaço vago entre dois carros, nem adianta comemorar - ao chegar mais perto você vai ver um cone reservando o lugar para algum aluno que, no entender dos flanelinhas, tem mais direito à rua do que você, que não é estudante da Faap.

Daí eu me pergunto: ninguém vê isso além da gente? Não há polícia, fiscais de trânsito ou qualquer outra autoridade que nos garanta o direito de parar o carro na rua sem sermos chantageados? E que ninguém venha me dizer que isso é papo de burguês. Que ter carro é privilégio e que eles estão fazendo um trabalho honesto e que são frutos da injustiça social do país. Ter carro não é privilégio porra nenhuma. Se fosse, São Paulo não seria uma das cidades mais congestionadas do mundo. E o que eles fazem não é nem trabalho e muito menos honesto. É chantagem, é constrangimento, é exotrsão, é ameaça, é aporrinhação. Não é justo que o camarada tenha de pagar para deixar seu carro na rua, não é justo que eles risquem a pintura do carro ou murchem os pneus quando a gente não aceita pagar. E não é justo que a gente se sinta intimidado por não ter pago três reais para um sacana de colete cor de abóbora. O que eles fazem é roubo e, como tal, devia ser proibido.

Mas a Prefeitura e os órgãos de trânsito estão muito mais preocupados em revestir a cidade com câmeras bem equalizadas para nos multar em cada esquina, se por acaso avançarmos alguns centímetros o sinal, não por negligência ou imprudência - mas por medo de sermos assaltados, como eu já fui e muita gente também já foi, a cada vez que paramos num cruzamento da cidade. Tudo é orquestrado para nos roubar ainda mais, para nos extorquir a cada vez que saímos de casa. Os flanelinhas estão ali, visíveis como uma praga urbana, fantasiados de cor de abóbora como se fossem um bloco carnavalesco de desocupados e chantagistas. E ninguém os pune, ninguém os coíbe, ninguém os tira da rua. Eles foram incorporados por nossa paisagem urbana como os equilibristas dos faróis, as crianças desassistidas e os pedintes que caem pelas sarjetas. São tolerados pelo poder público. Quem sabe se até, no intervalo entre uma extorsão e outra, eles ainda não sorriem e fazem tchauzinho para as novas câmeras instaladas para nos multar.

sexta-feira, outubro 19, 2007

Dez coisas que poderiam ser proibidas

1. Os ingressos de cinema acabarem bem na nossa vez de comprar

2. Dar mais do que duas voltas num quarteirão para encontrar uma vaga de estacionamento

3. Peças de teatro que terminam com ária de ópera - só para avisar o público que aquilo realmente é o fim

4. A obrigação de aplaudir de pé todo e qualquer espetáculo que a gente veja - mesmo que seja ruim de doer

5. Acabar a bateria do celular no meio da tarde quando a gente só vai voltar pra casa à noite

6. Chuva na manhã de segunda-feira

7. Usar a camiseta da mostra de cinema com a cara do Hector Babenco estampada no peito

8. Não lembrar quem é aquela pessoa que nos chama pelo nome e sobrenome numa festa

9. A tia que a gente não vê há um tempão dizer que a gente engordou, mas que continua bonitinho

10. O cabelo crescer mais nos lados do que no alto da cabeça

quarta-feira, outubro 17, 2007

Calma, calma... era só brincadeirinha!!!!!

Passo em frente a uma banca de jornal e tomo o maior susto ao ver a capa da revista Flash. LUCIANO HUCK ASSASSINADO POR UM ROLEX. Este era o principal título da publicação, escrito assim, em letras enormes, ao lado de uma foto de Huck com sua mulher, a apresentadora Angélica. Na hora eu pensei: meu Deus, será que o incidente com o tal relógio, que Huck soube tão bem capitalizar a ponto de lhe render uma capa na revista Época e as páginas amarelas da Veja, tinha realmente se convertido numa tragédia? Chego mais perto da banca, já que ultimamente meus olhos, sem óculos, só me permitem ler mesmo as letras graúdas, e percebo que, de maneira muito mais discreta, havia um complemento logo abaixo da manchete: Isto poderia ter acontecido. Respirei aliviado. Luciano Huck não morreu. Quem morreu foi o jornalismo.

Fiquei alguns momentos ali, parado diante da banca, pensando até onde é capaz de ir a inconseqüência de um tipo de jornalismo que se pratica cada vez mais neste país - e, ao que tudo indica, no resto do mundo também. Eles estampam, em manchete, que uma figura pública como Huck é assassinada para esclarecer, logo abaixo, que isso poderia ter acontecido. Resolvi ampliar um pouco a brincadeira proposta pela revista Flash e fiquei imaginando qual seria a reação mundial se um dia lêssemos uma manchete assim: BIN LADEN LANÇA BOMBA ATÔMICA EM LOS ANGELES E MATA 700 MIL. Depois, em letras bem menores, viria o alívio: Isto poderia ter acontecido.

Claro que sim. Tantas coisas poderiam ter acontecido, ou não. Jesus Cristo poderia não ter sido crucificado, Hitler poderia não ter enviado milhões de judeus aos campos de concentração, Fernando Collor poderia não ter sido eleito, eu poderia ter ganho na mega-sena sozinho e agora estaria escrevendo este post de um cyber café no hotel Ritz de Paris... O mundo poderia ser um lugar muito mais divertido se o jornalismo passasse a se dedicar a esta prática alucinógena. Neste dia, não nos preocuparíamos mais com os fatos e sim com as suposições. O que aconteceu seria irrelevante; bom mesmo seria discutir o que poderia ter acontecido. Eu penso que assustadora é a palavra que melhor define este new-journalism que a Flash adotou esta semana. Huck, acredito eu, talvez tenha até ficado feliz em saber que seu Rolex foi capaz de distorcer ainda mais a visão que nós, brasileiros, estamos tendo da realidade. Quem sabe em 2008 a Cásper Líbero, a PUC, a USP e outras tradicionais escolas de jornalismo do país incluam em seu currículo uma disciplina chamada Jornalismo Adivinhatório. Seguramente, muitos profissionais atuantes no mercado dariam grandes mestres.

Se eu não aparecer por aqui nos próximos dias, é porque eu poderei ter decidido escalar o Himalaia - um lugarzinho gelado e inóspito que, até onde eu saiba, não dispõe de cyber café e nem de pivetes doidos para roubar um Rolex.

terça-feira, outubro 16, 2007

Chiquinha

Esta é uma fábula de final triste. Na cidade de São José do Rio Preto vivia uma família que tinha uma gata chamada Chiquinha. Um dia, a família precisou se mudar e, por algum motivo que ninguém conseguiu descobrir, decidiram não levar a gata junto. Um casal de vizinhos passou, então, a cuidar de Chiquinha. Mas, como todos sabem, os gatos são muito apegados à casa em que vivem - e aos donos também, embora insistam em pregar o contrário. Com Chiquinha não foi diferente: ela comia ao lado dos novos donos, mas passava o resto do tempo no portão da casa em que nasceu e viveu toda sua vida até ser deixada para trás.

Um dia chegaram os novos moradores para ocupar a velha casa de Chiquinha, entre eles um estudante de direito de 26 anos, dono de dois cães pitbull. Com medo dos cães e talvez por desconfiar que aquela casa já não era mesmo sua, Chiquinha nunca cruzou o partão: ficava o tempo todo na calçada, provavelmente ainda tentando compreender o abandono, coisa que nós humanos também não conseguimos aceitar direito. Chiquinha não fazia nada além de olhar, mas apenas isso irritou o estudante de direito.

Ao voltar da faculdade uma noite dessas e ver a gata novamente na calçada, o estudante não se conteve. Apanhou Chiquinha pelo rabo, a girou duas vezes em torno da cabeça e a arremessou contra um muro. Algumas pessoas que passavam pelo local interromperam a barbárie e denunciaram o estudante à polícia, no momento em que ele se preparava para pisotear a gata.

Chiquinha quebrou as duas patinhas dianteiras e, apesar de uma cirurgia que tentou reconstituir seus ossos com pinos de metal, ela ficou praticamente aleijada - consegue se locomover, mas manca muito.

A notícia só não dizia se Chiquinha ainda insiste em sentir saudades e a observar por longas horas a casa em que nasceu...

Em pouco tempo aquele estudante estará formado, apto a entrar com celular nos presídios de segurança máxima ou a colaborar com traficantes e sequestradores. E nós, como Chiquinha, continuaremos nossa marcha em direção a algum futuro incerto. Mancando cada vez mais.

segunda-feira, outubro 15, 2007

Uma tarde para o resto da vida

Fiquei em dúvida entre escrever ou não alguma coisa sobre Paulo Autran. Eu sempre tive medo desta linha fina, muito fina, que separa a homenagem do oportunismo. Nestas horas, continuo achando que o silêncio, o respeito e a saudade sincera são os maiores tributos que podemos prestar a alguém que se vai, mesmo que este alguém tenha a dimensão gigantesca de um Paulo Autran. Tanto se falou sobre ele nestes dias, de sua colossal importância ao teatro brasileiro e de sua insubstituível presença nos palcos, que qualquer depoimento extra pode soar redudante. Mas há uma história, pequena na verdade, que eu gostaria de deixar registrada aqui, como prova da imensa generosidade deste ator que se recolheu naquela coxia misteriosa que um dia irá nos receber a todos.

Um dia, encontro Paulo Autran no saguão de um teatro - e qual seria o lugar mais provável para encontrá-lo? Ele veio me perguntar o que eu andava fazendo. Respondi que estava escrevendo para jornais e revistas. Ele disse que isso não tinha a menor importância para ele. "Eu quero saber de teatro. O que você anda escrevendo para o teatro, isso sim me interessa. O resto eu não ligo". Eu disse que tinha algumas coisas inéditas em casa, algumas peças, pequenas cenas, algumas idéias... "Imprima tudo e mande para mim. Eu quero ler".

Obedeci, é claro. Imprimi três peças, coloquei-as num envelope branco e deixei na portaria do prédio em que ele morava, numa rua dos Jardins. Duas ou três semanas depois, encontro um recado na secretária eletrônica. "Oi, Sérgio. Aqui é o Paulo. Liga para mim, preciso falar com você". Paulo Autran, ator consagrado, um dos poucos brasileiros acima do bem e do mal em seu ofício, isento de qualquer obrigação profissional com quem quer que fosse, havia lido minhas três peças e queria conversar sobre cada uma delas. Era uma sexta-feira à tarde e ficamos um bom tempo no telefone. Ele havia lido O Encontro das Águas, O Funil do Brasil e A Vida que eu Pedi, Adeus, estas duas últimas ainda inéditas. Falou com carinho sobre cada uma delas, elogiou o que considerava seus pontos altos, criticou o que julgava falho e me incentivou a continuar escrevendo.

Num desses rompantes de coragem que a gente tem algumas vezes na vida, eu disse que dali a dois dias, no domingo, os atores José Roberto Jardim e Pedro Henrique Moutinho iriam ler a peça num teatro, para tentar conseguir uma pauta. "Quem vai dirigir esta leitura?", ele perguntou. Eu disse que não havia pensado nisso ainda. "É uma peça cheia de pausas e silêncios. Estes atores precisam ser bem dirigidos", completou. Respirei fundo, tomei coragem e fiz o convite. Você não gostaria de dirigi-los, Paulo? Então ele me perguntou: quando mesmo será a leitura? Eu respondi que no domingo. "Então temos apenas um dia para ensaiar. Quero vocês amanhã aqui em casa, às três da tarde. Temos de caprichar, o tempo é curto".

Às três em ponto do sábado estávamos lá, tocando a campainha de seu apartamento, com o texto impresso nas mãos. Sem muitas cerimônias, Paulo Autran nos conduziu até uma grande mesa de madeira, em sua sala de jantar. Pediu um cigarro para o Pedro Moutinho e então começou a pilotar os meninos. Como eles, eu também não acreditava no que estava acontecendo ali. Com paciência e um carinho indescritível, Paulo Autran ia mostrando aos atores a melhor maneira de pronunciar cada palavra, a pontuação mais precisa, a respiração mais exata, o tom mais confiável, a emoção mais apropriada. Disse a eles que, ao contrário do que os jogadores de futebol fazem com a bola, o ator não podia ter pressa em passar a palavra adiante. Cada palavra tinha de sair no seu tempo exato, acariciando a garganta do ator, pois só assim ela acariciaria o ouvido do público - se fosse o caso de acarinhar.

Passamos três horas na companhia de Paulo Autran. Em vários momentos, eu senti vontade de chorar. Ainda que O Encontro das Águas jamais viesse a ser encenada, ainda que nenhuma outra peça minha chegasse aos palcos, aquela tarde já seria, por si só, suficiente para dar sentido à minha breve carreira de autor. Quando saímos de lá, atordoados com o grau de entendimento de texto e a compreensão teatral de Paulo Autran, o Zé Roberto Jardim disse que naquela tarde ele havia aprendido tanto ou mais do que nos três anos que passara na Escola de Arte Dramática. Pedro Moutinho, o sacana mais adorável que eu conheço, completou com a seguinte frase: "Não sei o que eu ainda tenho pela frente, mas, não importa o que eu venha a fazer, esta tarde vai abrir a minha biografia".

Quando cheguei em casa, Paulo Autran ligou. "Esqueci da última recomendação. Caso vocês consigam a pauta no teatro, não quero que digam que eu ajudei na direção da leitura. O mérito é todo de vocês, vocês vão chegar lá sozinhos".

Conseguimos a pauta e Paulo Autran foi à estréia. Chegou sozinho, de táxi, dizendo que não perderia aquilo por nada. Esperou para cumprimentar os atores, elogiou muito a direção do Alberto Guzik, posou para as fotos e, antes de ir embora, chamou a gente num canto para dizer que ficava sempre muito feliz quando via um trabalho que o agradava. "Eu tenho a impressão de que o teatro vai ficar em boas mãos".

Tomara, grande mestre e amigo querido. Tomara mesmo.